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Sara Sarres: projeto do Sesi-SP em teatro musical é ‘realização de um sonho’


Atriz está no elenco de “A Madrinha Embriagada”, que estreia no dia 17 de agosto, no Teatro do Sesi-SP

A atriz Sara Sarres é uma jovem veterana dos musicais. Investiu em sua vocação desde cedo, quando tinha seis ou sete anos e começou a estudar na Escola de Música de Brasília. Estreou nos palcos aos 15 e, com apenas 33, já participou de montagens de “O Fantasma da Ópera”, “Les Miserables”, “Cats”, “Shrek” e “Família Addams”.

Seu desafio, agora, é interpretar Jane Valadão, personagem de “A Madrinha Embriagada”, espetáculo que entra em cartaz no dia 17 de agosto, no Teatro do Sesi-SP, em iniciativa que tem realização do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Do alto dessa experiência, Sara não poupa elogios ao projeto educacional em teatro musical do Sesi-SP, que, além do espetáculo gratuito, inclui oficinas de vivência em teatro musical para alunos do Sesi-SP e a abertura de um curso de formação, em 2014, de atores para esse segmento.

“Queria eu que, na minha época, quando eu estava começando, tivesse tido a oportunidade de ver essa peça – porque eu não tinha condições – e de poder voltar e assistir novamente, e de poder estudar em algum lugar, porque não existia essa possibilidade. Para mim, é um sonho se realizando”, diz ela em entrevista.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista de Sara Sarres.

Ansiedade para a estreia

“A expectativa é a maior possível. Nessa fase, ficamos muito animados, é lógico, mas também bastante preocupados em deixar tudo pronto. É muita informação, aprendemos muita coisa, cantamos, dançamos, tudo junto. É uma euforia nesse período.”

Dores físicas fazem parte da profissão

“Nessa fase, os ensaios são bem puxados. De terça a sábado, das 9h às 18h. No teatro, fica ainda mais puxado, com uma rotina de 12 horas diárias de ensaios técnicos, com figurinos, cenário, iluminaçãoe e etecetera, sem folga. É uma rotina de muito esforço e o corpo sofre um pouquinho porque temos muita repetição. Agora, nosso corpo fica em atividade por oito horas seguidas, sem parar. Sentimos dores, mas faz parte do trabalho e da nossa profissão.”

Cuidados com a voz e com o corpo

“Não existe um preparo vocal para o espetáculo. O que acontece são ensaios musicais. Cada ator é responsável pela qualidade e técnica de sua própria voz. Eu faço ‘vocalize’ (técnica de aquecimento vocal) antes de vir para os ensaios e, como comecei a estudar canto aos onze anos, eu já uso automaticamente minha técnica sem forçar muito a voz durante o dia todo. Mas é lógico que, nesse período de ensaios, há uma preocupação maior: dormir bem, beber muita água, falar pouco – não dá para sair e ficar conversando com música alta, ficar fofocando e nem brigar com o namorado (risos). Temos que dosar para a voz render as oito horas diárias de ensaios. ”

Velhos conhecidos de palco

“A maioria do elenco já trabalhou junto em algum momento. Nós começamos juntos e é muito bacana ver que os anos passaram e cada um se consagrou em um determinado momento, todo mundo com a carreira consolidada. E nos encontrarmos agora, para fazer esse projeto lindo, deixa todo mundo muito feliz”.

Sobre o diretor

“O Miguel [Falabella] é um amor. É hilariante trabalhar com ele, você fica hipnotizada. Ele faz rir, consegue arrancar o melhor de cada ator e é um diretor muito generoso. ‘A Madrinha Embriagada’ tem um ótimo padrinho.”

Espetáculo para o público

“Nós somos pioneiros em fazer um espetáculo desse tamanho em que existe a preocupação com o público. E fazer parte de um espetáculo como o ‘A Madrinha Embriagada’, que integra um projeto como o do Sesi-SP, é um orgulho sem igual. É maravilhoso ver esse público que nunca pode ter acesso a um musical da Broadway, como deve ser, com atores cantando, dançando e interpretando, tudo ao mesmo tempo. Toda essa integração com o público, que vai poder ver durante onze meses essa peça, gratuitamente, e desses alunos, que vão ingressar nesse projeto educacional para se formar, me deixa radiante.”

Realização de um sonho

“Vai ser ótimo para os alunos que estão ingressando agora no projeto educacional. Eles podem ver que têm que dominar as três áreas (canto, dança e interpretação), o que não existia até então. Será um curso de formação preparatório para cantar, dançar e interpretar ao mesmo tempo. Queria eu que na minha época, quando eu estava começando, tivesse tido essa oportunidade de ver essa peça – porque eu não tinha condições – e de poder voltar e assistir novamente, e de poder estudar em algum lugar, porque não existia. Para mim, é um sonho se realizando.”


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